“VOCÊ É ATOR E AUTOR DE SEU CONTO CHAMADO VIDA”!

Em nosso cotidiano, continuamente nossa mente é invadida, ou melhor, permitimos à invasão de pensamentos negativos criando um nocivo ciclo vicioso, capaz de alterar o equilíbrio emocional e a saúde física, propiciando inclusive, sintomas e/ou patologias psicossomáticas.

  • Publicado em 10 de março de 2018

Em nosso cotidiano, continuamente nossa mente é invadida, ou melhor, permitimos à invasão de pensamentos negativos criando um nocivo ciclo vicioso, capaz de alterar o equilíbrio emocional e a saúde física, propiciando inclusive, sintomas e/ou patologias psicossomáticas.
Cada sujeito precisa refletir sobre um ciclo que se cria e desta forma estabelece os “scripts” de seu conto, chamado VIDA. A mente produz inúmeros pensamentos, os quais são transformados em palavras, falas, formas de expressão verbal; estas geram ações, as quais criam hábitos. Esses hábitos, atitudes automáticas, repetitivas, vão gradativamente delineando o perfil do sujeito, o qual será um dos principais ingredientes de seu tão curioso e intrigante destino.
Então, abre-se um espaço fértil para uma reflexão, um momento para se elencar alguns aspectos como:
“Quais pensamentos permiti habitar na minha mente ao longo dessa trajetória?”;
“Quais palavras permiti e permito ainda verbalizar sobre mim, minha vida, meus sentimentos e emoções?”;
“Quais ações fui construindo diante de mim e do outro?”;
“Quais hábitos fui aperfeiçoando, sem me dar conta?”
“Qual o meu perfil, que rótulos construi e recebi como me vejo e como os outros me vêem?”;
“E hoje, nesse momento de minha vida, qual está sendo o meu destino?”.
Se o ponto crucial dessa trajetória chamada VIDA é o tal “destino”, é hora de mergulhar profundamente e me questionar: “Estou satisfeito (a) com esse destino que construí?” “Sou sujeito de minha vida, ator (atriz) e autor (a) dos capítulos de minha história?” ”Sinto-me livre, autônomo (a) e responsável por transformar o que é necessário, sem medos, ou melhor, transformar apesar dos medos?”.
É hora de parar de adiar o momento da FAXINA, é hora de abrir a “minha eu”, compreendê-lo, aceitar meus limites e alcances, para posteriormente me tornar capaz de fazer as “minhas escolhas”. Posso continuar sendo a “vítima”, o (a) coitadinho (a)”, o “refém de pensamentos negativos e pessimistas” ou erguer a cabeça, manter a postura ereta, o coração tranquilo e, finalmente “tomar as rédeas de minha vida”, tornar-me “guerreiro”, “vencedor”… “FELIZ”!!!
Acorda, sujeito!
É hora de recontar sua história, enxugar as lágrimas enferrujadas pelo tempo, desatar os “nós” dos ressentimentos, angústias passadas e respirar sua única realidade, desfrutar do melhor presente, O HOJE, O AQUI E AGORA e abrir um largo sorriso para a vida.
Você é capaz de revisitar sua mente, se confrontar com suas “algemas”, libertar-se e começar a pintar cada instante com cores alegres, vibrantes e dar fim as cores sombrias, tristes, sem vida.
Alguns sujeitos assumem seu perfil pessimista, seus pensamentos negativos, outros negam, querendo convencer a si mesmo e aos outros que são preocupações, queixas reais, críticas ou até mesmo pena dos outros. Não se dão conta que dessa forma estão constantemente plantando sementes nocivas em sua mente.
Tais sujeitos são tão “contaminados” pelo pessimismo, que mesmo diante de coisas boas, ainda se comportam com fisionomia de dor, com discurso sombrio e inclusive externando que possivelmente logo tudo volte ao “normal” – o “normal” dele, o velho e conhecido pessimismo. Alegra-se momentaneamente e ao mesmo tempo prepara-se para o pior, que segundo ele, logo acontecerá (fruto de sua visão pessimista).
É como se precisasse a todo instante reafirmar seu perfil , comprovar as ideias, crenças e valores internalizados com a pseudo-sensação de ser um “local seguro”. Ledo engano!
Há a necessidade e urgência de aprender que o passado, não tem que determinar o futuro. É preciso não “abortar” o presente. Exterminar a crença de que se aconteceu algo ruim no ontem não se pode mudar as suas consequências, no agora. Em momentos como esses é interessante criar um “auto-diálogo interno”, com a seguinte consigna:
“Eu já fui assim, não sou mais!
“Posso modificar o rumo de minha vida, agora!”
“Posso me permitir ser FELIZ, hoje!”
“Posso definitivamente, dizer ”adeus” ao meu passado!
“Minha felicidade depende de mim!”
A busca pelo prazer deve ser o maior compromisso consigo mesmo. Eliminar mágoas, ressentimentos, dores, sofrimento, depende da qualidade e intensidade que é atribuída ao fato. Pode ser possível maximizá-los ou minimizá-los. Como dizia Picasso, o sujeito é capaz de fazer do sol, uma mancha amarela, ou de uma mancha amarela, o sol.
Que tipo de ser humano você deseja ser no seu agora?
Afinal, o ontem é história, o amanhã é mistério e o hoje, é dádiva!
Então pare de reclamar e se apaixone por você, pelo universo, pelas pessoas a sua volta, pela vida.
Pergunte-se:
“Preciso mesmo nutrir esse perfil?
Mude o foco, redirecione suas energias, não viva o “problema” integralmente, saia dele, vá para outro cenário, interaja com a natureza, escute uma música alegre, energizante e perceba como você mesmo (a) pode ressignificar suas antigas interpretações, modelos.
O processo de autoconhecimento requer persistência, determinismo, reconhecimento do que é preciso encarar, para descartar.
A maior glória do ser humano é poder participar de sua AUTOCRIAÇÃO, que é contínua, inesgotável.
Outro aspecto relevante é aprender a diferenciar AFETO de APEGO. O pessimismo tem uma íntima relação com os apegos, sejam eles as coisas, pessoas, sentimentos, crenças. O apego é “prisioneiro”, sufocante, limitador, enquanto o afeto é livre, espontâneo, respeitador.
Quanto mais se exercita o desapego, mais se chega próximo da possibilidade de se remodelar o destino e criar relações mais sadias consigo e com os outros.
Um dos caminhos para se exercitar o desapego é começar a “domar” a onipotência – aquela crença de que Eu sou o responsável por tudo e por todos é a mais perigosa armadilha para o aparecimento do “sentimento de culpa”, o sujeito começa a acreditar que “se” ele tivesse feito diferente, tudo seria diferente e, esquece que “nem tudo é de sua total responsabilidade”, principalmente nas relações afetivas, onde o relacionamento é uma construção mútua e contínua e que nem todo ele tem que necessariamente “durar para sempre”. É urgente ter coragem para “ressignificar” um casamento antes que seus personagens virem inimigos, ou seja, é preciso dar outra trajetória a esta relação antes que ela “apodreça” e gere “feridas infectadas”, que acabem contaminando também aqueles “coadjuvantes” que não pediram para nascer – os filhos!
Também vale a pena lembrar que diante de uma separação, o que se está terminando é a parceria conjugal e que pai continuará sendo pai e mãe continuará sendo mãe. Não confunda os papéis, nem tampouco tenha pena de seus filhos, eles terão estrutura para entender e aceitar essa situação, principalmente se os atores principais tiverem inteligência emocional para tal.
Quando o sujeito é capaz de praticar a generosidade consigo mesmo e com o outro, ele também inicia um processo de autoconhecimento – passa a reconhecer seus limites, vibrar com seus alcances e fazer escolhas sem o “fantasma” da culpa. Posso ajudar minha família sem precisar me punir – posso ser justo comigo e com o outro. Tudo isto é reflexo de estar preparado (a) para dizer “adeus”, de cabeça erguida e coração tranquilo.
O cérebro humano é “burro”, ou seja, acredita plenamente no pensamento instalado, como se fosse uma realidade momentânea. Então, se os pensamentos são negativos, ele envia mensagens para que o sistema nervoso simpático libere adrenalina e noradrenalina, substâncias que vão aumentar a pressão arterial e a glicose – o que pode desencadear diabetes e/ou doenças cardiovasculares, dentre elas a hipertensão arterial.
Outra consequência danosa desse mecanismo é a produção excessiva de cortisol, hormônio capaz de diminuir as defesas imunológicas, contribuindo para o aparecimento e agravamento de afecções digestivas, dentre elas a úlcera.
Além desses transtornos orgânicos ainda ocorrem às famosas crises de enxaquecas e as doenças de pele. Alguns tipos de câncer e os quadros de depressão também podem surgir daí.
Já, se o pensamento instalado for positivo, o cérebro interpreta que “tudo está bem” e lança na corrente sanguínea generosas doses de dopamina e serotonina, hormônios responsáveis pela agradável sensação de bem estar, alegria.
E agora, o que você deseja começar a construir – sua própria saúde física e emocional – ou um estado crônico de “tristeza” que sem dúvidas o(a) levará a uma cascata de sintomas, doenças da infelicidade?
A escolha é sua!
O único que pode acionar o “semáforo” verde para uma vida mais feliz, realização pessoal, alegria, bom humor, sucesso é você mesmo (a)!
E lembre-se: ”Quem acredita, sempre alcança!”
Acorde, veja, apesar de todo essa “mala de sofrimento” que carrega até hoje, você conseguiu tanta coisa boa, tire a venda dos olhos, olhe a sua volta e veja quantos motivos você tem para celebrar, alegrar-se e dizer um sonoro “BASTA” ao que passou, ao que se transformou em cicatrizes e você ainda insiste que são “feridas sangrantes”.
Se você ainda assim, insiste que é infeliz, talvez seja a hora de praticar mais o perdão, pois somente depois de perdoar a si mesmo e aos outros personagens de seu “drama” de vida, será capaz de diminuir seus pesos, sua “velha conhecida” onipotência e sua “irmã-gêmea”, a culpa!
Fale com você mesmo (a), olhe-se por dentro, vire-se pelo avesso, converse em fantasia com “aqueles” com os quais ficaram assuntos “mal-resolvidos”, “pendentes”, diga o que sentiu e sente, fale também por ele (a), busque encarar e resolver de uma vez por todas esse conflito que lhe parece um “fantasma” azucrinando sua vida, perturbando seu sono, minando sua alegria.
Isso não é loucura, é a busca pela sua libertação, não tenha medo, vá em frente!
Perdoe os que estão a sua volta e os que já se foram. Não adie mais esse momento, prepare-se e o enfrente com determinação e coragem.
Saber perdoar, buscar e regar a alegria não significa que você não poderá mais ficar com raiva, triste ou decepcionada – a diferença será por quanto tempo você vai ficar “presa” a essas correntes – se vai permitir apenas um tempo mínimo ou se vai arrastá-lo por toda a sua vida.
A escolha, mais uma vez será sua!
Aprenda também a dizer NÃO, quando for necessário. Avalie a situação, pergunte qual é o seu desejo, quais as suas possibilidades, se pode e se quer dizer SIM para o outro, ou se vai dizer por medo, fruto da fantasia de que causará algum dano ao outro. Você só pode se responsabilizar pelo o que é seu, pelos seus sentimentos e o outro, pelo o que é dele.
Não confunda você com o outro. Delimite sabiamente seus espaços, sem onipotência e consequentemente, sem culpa.
Diga mais SIM para você mesmo (a). Atropele-se menos. Crie menos fantasias negativas. Caia na real.
O seu “não” se dito de maneira assertiva, não causará nenhum dano irreversível ao outro, no máximo uma frustração, que é responsabilidade dele lidar e não sua!
Se você já conseguiu quebrar sua onipotência, será mais fácil compreender e aceitar esse desafio, pois se não mais se considera o (a) “responsável por tudo”, certamente não se sentirá culpado pelo o que o outro estará sentindo diante de seu simples NÃO.
Exercite dizer NÃO, primeiro mediante “coisas” mais simples, reconheça as oportunidades, dê ordem interna, um “comando de ação” e depois preste atenção na sensação, no alívio, no prazer que você conseguiu se dar – sem causar nenhum prejuízo ao outro – a não ser uma frustração, que caberá a ele saber lidar e amenizar.
Agora feche por alguns instantes, os olhos, respire lenta e profundamente, enchendo a barriga de ar, e depois expire o ar pela boca – respirar adequadamente é reafirmar sua vida, presentificar sua existência.
Com essas ferramentas em mãos, torna-se possível desempenhar com autenticidade e brilhantismo o papel de ator e autor, desse “conto” maravilhoso chamado de SUA VIDA!

Parabéns, você renasceu!
E, só para lembrar mais uma vez, a escolha é sua, sempre sua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *